
Os
primeiros movimentos para a construção
da nova matriz desde 1927. |
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O
Projeto avançado de construção em
1936.
A
nova Matriz do Divino Espirito Santo foi inaugurada em
1938.
Joaquim
Rosa escreveu textualmente em sua obra inédita:
Apontamentos para a História de Ipameri: "Um
português culto, jornalista, aventureiro, aportado
a Ipameri em 1926 lançou no dia 16 de Dezembro
no cinema Éden-Ipamerino, a ideia da construção
de nova Matriz. Da conferência com entrada paga,
saiu a primeira comissão encarregada das providências
iniciais. O mundo catolico ipamerino deve registrar com
carinho um nome e uma data: J. Cruz Gomes, 16 de dezembro
de 1926."
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A
NOVA MATRIZ DE YPAMERI
"Na
próxima quinta-feira, dia 8 de dezembro sob os
auspícios de S Excia. Revdma. o Sr. Don. Manoel
Gomes de Oliveira DD Bispo de nossa Diocese lançar-se-á
solenemente a pedra fundamental do majestoso templo que
Ipamery projecta a erigir à sua religião
e ao seu Deus.
Projeto grandioso, o que
bem demonstra o nosso clichê, a sua realização
é um empreendimento que falla bem alto da piedade
do elemento católico ipameryno e que dá
mostras de seu enthusiasmo pelo culto instituído
por Jesus de Galileia e que, emanado da Cidade Eterna,
só tem sabido crescer e fortalecer-se através
desses vinte séculos dissolventes impondo-se ao
mundo por seus puros ensinamentos como por sua finalidade
sublime.
Eis porque essa idéia
embora um tanto em desacordo com os recursos do nosso
Município longe de parecer-nos utópica e
visionária, merece o nosso applauso franco e dá-nos
a esperança de vermos em breve, a nossa querida
cidadezinha a ter, bemaventurada, por coroa de seus progressos,
um templo catholico digno della, do seu povo e sobretudo
do seu Deus.
A velha Matriz de Ipamery,
na sua rusticidade colonial de construcção
quasi secular, contrasta agora rudemente com o aspecto
geral da cidade toda ponteada já de construcções
mais leves, mais elegantes e que a tornam mais coherente
com o espírito e o tempo modernos.
Amamol-a portanto, porque,
nessa sua rusticidade colonial de construção
quasi secular foi que nos fez christãos, foi que
nos baptizou e também porque ahí está
a estimular-nos contando-nos a história edificante
do esforço sublime de, talvez, meia dúzia
de abnegados que a projectaram e erigiram muito embora
se lhes antepusessem dificuldades que se não conhece
agora, muito embora “até o prego de que precisasem
fosse moldado na sua forja antiquada” e muito embora
ainda ella representasse para o “Vae-Vem”
da história mais que para Ipamery representa este
templo majestoso cuja torre esbelta será como uma
sentinella entre nós postada pelos céus
para a nossa paz, para o nosso bem, para nossa tranqüilidade...
De há muito, o pensamento
de se dotar nossa terra de uma nova igreja dominava o
mundo influente ipameryno. Todos porém tendo a
nítida visão da pobreza de recursos do nosso
município continham-se na ânsia, no desejo
de soltar o grito de – avante! do seu espírito
de patriotismo, do seu coração religioso.
Era preciso pois
que um homem irriquieto, julgador menos apparelhado das
difficuldades a vencer, apparecesse para soltar o grito
tantos annos a custo reprimido... E este, aportou a nossa
terra em dias de dezembro do anno passado na pessoa do
senhor J. Cruz Gomes que, na sua inconsciência de
recém-vindo, convulsionou a nossa terra alçando
a bandeira dessa grande cruzada, em gritando – avante!
Desde então o mundo
influente ipameryno tem se desdobrado em energias, fazendo
em construcção da nova matriz uma questão
de honra, uma cousa imprescindível.
E é assim que na
próxima quinta-feira sob os auspícios de
Sua Excia. Revdma. O Sr Don. Manuel Gomes de Oliveira,
far-se-á solemnente após a Missa campal,
o lançamento da primeira pedra da nova matriz de
Ipamery." (Ypameri 4 de Dezembro de 1927 anno II
número 78. Gerente-Proprietário Francisco
V, Lopes Director Joaquim Rosa.) |